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30 de Novembro de 2021

Não seja um advogado de Instagram

Você provavelmente perde muito tempo e não ganha nada além de likes

Luiz Felipe Gomide, Advogado
Publicado por Luiz Felipe Gomide
há 2 meses

Bored spongebob fish on cellphone Blank Template - Imgflip

Resolvi desinstalar o Instagram. Não é a primeira vez que faço isso. A curiosidade acabou me trazendo de volta, mas agora já encheu.

Alguns colegas advogados são os mais chatos da rede. São tantos anúncios de cursos que eu me pergunto se o profissional realmente advoga ou apenas vende curso ensinando a advogar.

Até juiz vende curso no Instagram.

Passe na OAB. Escreva petições matadoras. Saiba os segredos do Recurso Especial. Nicho inexplorado da advocacia. Fature 10k por mês com esse método.

Não há nada de errado nisso. Mas o que eu percebi é que são poucos os perfis que valem a pena seguir para aprender alguma coisa ou pegar uma dica válida, uma inspiração. Na prática acabamos perdendo tempo valioso que poderia ser dedicado à estudo, pesquisa ou contatos com clientes.

Não adianta muita coisa ficar postando e achando que as pessoas vão contratar seus serviços.

Mas se você quiser, tudo bem.

Só não seja mais um advogado de Instagram. Que vende curso e não advoga.



34 Comentários

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Concordo. Fora o circo que essa profissão virou. Reels de advogados fazendo dancinhas e coisas que chegam ao ridículo. Esquecerem da "sobriedade da profissão". continuar lendo

ta doendo muito aí perceber que existem outras formas de prosperar na advocacia sem ser o jeito tradicional e engravatado que nos foi ensinado, né? continuar lendo

A coisa mais simples do mundo é: não gostou? Não siga. Não tem interesse, não consuma o conteúdo ou não adquira o produto ou serviço.
Não vendo cursos, muito menos atuo como coach (aqui, pessoalmente, acho simplesmente sem sentido esse tipo de "serviço"), nem tenho interesse neles, logo, NÃO sigo, porém, se é o trabalho que alguém escolheu, quem sou eu pra julgar? Se a pessoa quer ficar spamando em vez de produzir um conteúdo mais relevante, problema dela!
Da mesma forma que os anúncios/vendas de curso é considerado perda de tempo por esse texto, o próprio texto em si, uma reclamação de algo que poderia ter sido apenas ignorado, também não seria perda de tempo?! continuar lendo

Excelente comentário, mas eu concordo com os dois tipos de pensamento, cada um com a sua parcela de verdade. Hoje em dia têm pessoas que acreditam em tudo.... Aí vem a internet, as redes sociais com esses novos profissionais que acabam criando cada vez mais mitos sobre a profissão do direito.

Não existe essa de ficar rico fazendo isso ou aquilo "DE MANEIRA FÁCIL", até hoje desconheço alguém que ficou rico com algum método que é vendido no instagram, mas todos os que vendem são "ricos", então é mais fácil para eles já que são especialistas em vender mentiras a preços exorbitantes.

Já sobre o seu excelente comentário, fica a dica, "você sabe que aquilo não funciona para você, então não atrapalha a venda do outro". KKKK continuar lendo

É isso. Seguir o mínimo de pessoas já vai ajudar bastante sua saúde mental.

Como dizia o muro de um boteco em frente à PUC: "O tempo que vc gosta de perder não é necessariamente perda de tempo". continuar lendo

Tem advogado/professor que sigo e que faz lives maravilhosas que, ao passar umas 4 ou 5 dicas preciosas, economizam cursos e horas de leituras. Vendem cursos às vezes? Vendem. Seguir é opcional e não curtir também. Acho que ficar fora das redes é para quem realmente já está consolidado no mercado. Quem não está, ali é uma forma de se destacar. Um parente ou amigo te perguntam algo eventualmente e daqui a pouco estão te recomendando para alguém. O networking é meio digital e nas redes pode funcionar melhor que o Linkedin. Acho que essa colocação contra as redes é antiquada e não estamos livres de quaisquer pessoas que patrocinam e que aparecem no feed de forma indesejada. O networking digital é tudo! A pessoa tem como aparecer mais. continuar lendo

Óbvio que não, chega até a ser um absurdo isso que vc pergunta. O autor do texto traz uma reflexão pessoal da experiência dele e deixa um alerta e consequentemente abre espaço para um bom debate. E debater sobre um tema nunca é demais.

Aproveitando o ganho, está já na hora de proibir certas condutas que nada mais é do que enganar o consumidor, está na hora de limitar o marketing de conteúdo afim de proteger os consumidores desatentos. continuar lendo

Apoiado, Dr. Luiz Felipe. A visibilidade e credibilidade da advocacia, por mais que seja contra o que se pregam atualmente, é a mesma de sempre. Manter-se ativo nas redes que realmente gozam de prestígio (certamente não é Instagram e Tik Tok), com artigos bem escritos e boa postura. E cativar os clientes que possui, a verdadeira rede social que angaria novos clientes. continuar lendo

Seja um advogado de Instagram se voce quer ter clientes. Não só de Instagram como de TIKTOK, Telegram, Kwai, e todas as redes que voce realmente produzir um conteúdo bom que vai ser direcionado ao seu público alvo/persona. Ter visibilidade na web vai te proporcionar clientes, mas pra isso vc tem que levar as redes sociais como um trabalho. Serve tanto para advogado vendendo curso como pra advogado procurando cliente. continuar lendo

Só falou verdade, Lucas. Nada contra, mas cansei um pouco. O texto é sobre minha experiência pessoal apenas. continuar lendo